terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O DIA DEPOIS DE AMANHÃ...

Quando não temos nada para fazer ou nada para ocupar nossa mente, esse momento se torna perfeito para podermos refletir sobre nosso futuro. Confesso que no meio desse momento íntimo em que o EU se torna mais importante, fiquei preocupado com o futuro, mas não só meu, dos meus filhos, netos, bisnetos, do mundo em geral.
                Para tentar analisar o futuro, temos primeiro que olhar para o passado, e é nesse ponto que minha preocupação aumentou. Olhei para a minha infância, até os 13 anos e me lembrei de como era bom ser criança. Correr, pular, brincar, entre outras coisas, ou seja, ser feliz, inocente, puro. Uma época que até um simples selinho era dado na maior inocência e com os rostos vermelhos de vergonha. Pique-pega, pique – esconde, queimado, futebol, entre outras brincadeiras, fazíamos acontecer, fazíamos aquele momentos com nossos amigos ser eterno. Nossos amigos eram reais, nós sabíamos a data de aniversário, endereço e telefone, realmente os conhecíamos.
                Olho para essa geração agora, não saem mais de casa, os amigos são virtuais (MSN e ORKUT), nunca brincaram de um pique, nunca ralaram um joelho brincando, passam o dia todo na frente do computador ou de um videogame, nunca vão ser realmente felizes. Sabe quando nos reunimos com os amigos e contamos histórias da infância, das besteiras e micos que fazíamos, eles nunca terão isso, muito menos aquela amizade verdadeira e para piorar, nunca vão ter aquela inocência tão gostosa de criança.
                Essa geração cada dia que passa piora, se tornam mais insolentes e para piorar perdendo a inocência. Estamos no meio de uma geração que só se preocupa em beijar cada vez mais, pouco se importando com fidelidade ou com respeito próprio, caminhando cada vez mais para o adultério, com nenhum critério de respeito aos mais velhos, esquecendo que os mesmos que hoje os ofendem, amanha se tornarão os ofendidos.
                Hoje vemos crianças de 10 anos bebendo álcool e freqüentando matinê, os pais achando graça, levando e buscando, os filhos passando mal, chegando vomitando em casa e não fazem nada. São cúmplices de tudo o que está acontecendo, pois passam a mão na cabeça, falam que é normal, pois bem...não é que seja normal, mas se tornou normal. Perguntem a esses mesmos pais se quando eles tinham a idade dos filhos deles, eles faziam isso? Claro que não. Os pais sempre dão para seus filhos aquilo que não tiveram ou o que sempre quiseram ter e não conseguiram, mas esquecem de dar o que com certeza eles tiveram e que é mais importante de tudo: EDUCAÇÂO.
                Estou vendo a geração futuro se acabar cada vez mais e não posso fazer nada. Se essa for a geração do nosso futuro, prefiro não viver nela, pois ainda faço parte das poucas pessoas que nem sempre acham  que algumas coisas tem que ser normais. Ainda tenho minha personalidade, ainda tenho minha educação e ainda acredito que nesse mundo há um Deus.

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